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Como a tecnologia está transformando o mercado de comércio exterior

Tecnologia no comércio exterior

Em quase todas as atividades e setores, é possível notar uma forte presença de plataformas e sistemas integrados a diferentes soluções de tecnologia. Além de facilitar muitos processos, também contribui com análises e insights mais precisos, trazendo muitos benefícios para as organizações, inclusive, para as de comércio exterior, que tem explorado cada vez mais essa tendência.

A importância da análise de dados e seu impacto

Embora esteja dando seus primeiros passos e sendo aplicada agora, a pauta sobre a inserção da tecnologia no comércio exterior já era colocada em discussão há alguns anos. Em 2016, o Dia Internacional das Alfândegas da Organização Mundial de Alfândegas (OMA), fez uma apresentação com o tema “Alfândega Digital: Engajamento Progressivo”. O objetivo era incentivar as agências alfandegárias a usarem tecnologia mais moderna.

Em 2018, um ano depois, a OMA publicou um projeto de orientação referente ao uso de análise de dados para identificar e descobrir padrões, associações e anomalias, a fim de tirar conclusões práticas, de conjunto de dados.

Neste ano, a União Europeia ingressou em um projeto de em média 3 anos, nomeado como PROFILE, para promover um aprendizado de máquina, análises baseadas em gráficos e processamento de linguagem natural para aprimorar as técnicas de gerenciamento de riscos alfandegários.

Dentre as iniciativas, estão:

  • Coleta de informações e preços de marketplaces online e as compras com os valores dos produtos declarados durante a importação de remessas de comércio eletrônico, feito pela Holanda.
  • O desenvolvimento de ferramenta para alavancar o aprendizado de máquina para estabelecer indicadores de risco que permitam traçar o perfil de operadores econômicos, que será implementado pela Bélgica.
  • A Suécia e a Noruega estão atualizando as avaliações de risco de importação e exportação na fronteira.

O relatório “Como Big Data e Análise de Dados Transformarão as cadeias de Suprimentos”, publicado pela Thomson Reuters, indica que, alguns dos principais benefícios do uso de big data em cadeias de suprimentos são: rastreabilidade, gerenciamento do relacionamento e previsão/previsibilidade.

Sem dúvidas, o uso de sistemas de análise de dados pelas agências alfandegárias, produzem informações que podem ser compartilhadas com o governo de maneira mais segura, ágil e integrada com sistemas e outras entidades, como de outros países, por exemplo. Essa prática, contribui com redução das taxas de erros, tempo de entrada e melhora a detecção de fraude fiscal, além de possibilitar a identificação prévia de possíveis e ameaças de maneira mais segura.

Além disso, os insights mais rápidos e detalhados dos processos alfandegários, por meio de análise de dados, fazem com que aumente a probabilidade e o volume de auditorias alfandegárias para empresas multinacionais, e outros importadores e exportadores.

A criação do blockchain no Portal Único de Comércio Exterior

A tecnologia está ganhando cada vez mais espaço entre as instituições do comércio exterior. Um exemplo disso, é a criação do blockchain no Portal único de Comércio Exterior, o Siscomex. Inicialmente, o objetivo principal da implementação do sistema é reduzir a burocracia e proporcionar mais agilidade aos processos de comércio exterior.

Em parceria com a Receita Federal, o blockchain foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Sepro). A implementação da base de dados foi feita com a finalidade de armazenar informações sobre importações e exportações. Dessa forma, o armazenamento de procedimentos, normas e estatísticas sobre transações internacionais de bens de prestação de serviço, será feito no sistema. Isso contribui com o maior controle das transações de dados por meio do rastreamento de envios, além de também, arquivar todas essas importantes informações com mais segurança.

O investimento em tecnologia na Pluscargo

No final de 2020, a Pluscargo criou o e-Plus, plataforma de gestão de cargas marítimas. A tecnologia utiliza a solução de CRM (Costumer Relationship Management) e, com poucos cliques, é possível visualizar a etapa em que a carga está, além de outras informações relacionadas à operação, pois a ferramenta é integrada ao GPS do navio. O sistema ainda conta com a personalização da interface, criada com o auxílio de inteligência artificial.

O e-Plus, segundo Soraya Magdanelo, Diretora da Pluscargo, acelerou a transformação digital das empresas, embora esse já fosse um projeto a ser implementado no mercado. Para o responsável pelo projeto, Felipe Angusti, um dos principais objetivos é a centralização das informações e documentações em um único lugar, possibilitando a diminuição de alguns processos, como troca de e-mail, além de transmitir mais transparência para o cliente.

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