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Tudo o que você precisa saber sobre logística internacional no início de maio

Podcast sobre atualizações do comércio exterior

Esse é o podcast Logística PLUS, com as notícias mais importantes do cenário de transporte e logística internacional.

Acompanhe os destaques da primeira quinzena de maio, selecionados pela nossa equipe de especialistas:

Balança comercial

Em mais um superávit, a balança comercial brasileira registrou US$ 10,349 bilhões em abril, representando um aumento de 67,9% em relação ao mesmo período do ano passado pela média diária.

O superávit representa um recorde para qualquer mês da série histórica, que foi iniciada em 1997. Anteriormente, o maior saldo positivo foi registrado em julho do ano passado, sendo de US$ 7,6 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, no início de abril.

A alta demanda chinesa e a recuperação gradual do comércio internacional, contribuem na elevação dos preços e no embarque de commodities, refletindo no aumento de exportações. Segundo alguns analistas, o ritmo deve se manter nos próximos meses.

Mesmo com indicadores positivos, a retomada da economia brasileira neste ano, depende de aspectos domésticos, como por exemplo, o ritmo de vacinação, para que seja possível reduzir as restrições, elevando a renda disponível e, aos poucos, superando a pandemia.

A inflação impulsionada pelo câmbio ainda causa preocupação. Mesmo com a valorização do real, o quadro fiscal ainda não está resolvido por completo.

Redução de impostos de aparelhos de informática e telecomunicações

No início de abril, foi informado pelo Ministério da Economia que, bens de capital, máquinas e equipamentos usados na produção, como aparelhos de informática e de telecomunicações, que forem comprados no exterior, vão ter redução de 10% no Imposto de Importação.

Aprovada em março pelo Comitê Executivo de Gestão (Gcex) da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia, a medida visa reduzir custos e aumentar a competitividade de setores da economia, além de beneficiar o consumidor, com taxas menores ao adquirir um dos produtos das categorias.

A desvalorização do real no último ano fez com que essas mercadorias ficassem mais caras. O Ministério da Economia sinaliza que os valores vão ficar de 2% a 5% mais baratos, o que também contribui com a estimativa de perda de arrecadação, que é de R$ 1,4 bilhão neste ano.

No total, aproximadamente 1.495 produtos tiveram a alíquota de importação reduzida. A medida não dependeu de negociações com os outros parceiros do Mercosul. As tarifas de importação desses produtos, atualmente, têm variação de zero a 16% para as mercadorias que pagam 10% de imposto para entregar no país 9%. Os itens tarifados em 2% têm redução maior e a alíquota será zerada. Além da redução de impostos e vantagens para aquisição dos produtos, a medida diminui a burocracia e facilita o trabalho dos importadores e dos consumidores.

As taxas de alguns dos produtos são de: celulares e computadores – do tipo laptop: de 16% para 14,4%; equipamentos médicos de raio-X e microscópios ópticos: de 14% para 12,6%.

Outros produtos que a medida engloba são máquinas para panificação e fabricação de cerveja e bens de capital relacionados à construção civil, como guindastes, escavadeiras, empilhadeiras, locomotivas e contêineres, entre outros.

Setor aéreo em alta

Embora a maioria dos modais esteja enfrentando muitas complicações desde o início da pandemia, o transporte aéreo tem tido uma sustentação considerável. O crescimento esperado na demanda (medida em toneladas de carga por quilômetro, ou CTK) de 13,1% neste ano comprado ao ano de 2020. Os dados e a estimativa são da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

O setor de e-commerce e o transporte de medicamentos são um dos principais segmentos de destaque. Com as restrições cada vez mais intensas no transporte de passageiros, as companhias aéreas dependem cada vez do transporte de carga.

Acidentes marítimos

Em sete anos, a indústria de navegação registra o maior salto em contêineres perdidos no mar. Foram mais de 3.000 caixas pedidas só no ano passado, e pelo menos 1.000 no oceano no acumulado de 2021.

Os imprevistos causam desorganização nas cadeias de suprimentos de vários varejistas e fabricantes dos EUA, como Amazon e Telsa.

Algumas das razões para o alto índice de acidentes está no clima imprevisível, com navios cada vez maiores, aumento da quantidade de contêineres empilhados, além da alta demanda de consumo de produtos eletrônicos, o que contribui com maior pressão sobre os armadores para a entrega das mercadorias o quanto antes.

A Índia no combate à pandemia

O país vem lutando há semanas para controlar o aumento da contaminação do novo coronavírus. Os casos aumentam a cada dia e, se continuar nesse ritmo, a estimativa é que o cenário de comércio e operações logísticas também seja afetado.

Segundo a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, aproximadamente 80% do comércio mundial de bens por volume é transportado em navios. A Índia é responsável por fornecer diversas tripulações marítimas.

De acordo com Guy Platten, secretário-geral da Câmara Internacional de Navegação, mais de 200 mil – cerca de 1,7 milhão dos marinheiros, também pertencem ao país. Se o cenário permanecer, certamente o comércio global será afetado.

China

A situação do transporte marítimo na China tem cenário preocupante mais uma vez, eo motivo é a falta de espaço.

Após o feriado do Dia do Trabalho, no dia 1º de maio, os espaços ficaram ainda mais restritos. Agora, o problema também se estende a ausência de equipamento 40´HC, com poucas unidades disponíveis de 40´NOR.

Em algumas regiões, a situação é ainda mais crítica, como é o caso Tianjin, Nantong, Nanjing que pararam de receber novos bookings.

Meio ambiente e comércio exterior

Foi realizada a primeira reunião do projeto NextGEN, que visa reunir iniciativas relacionadas a descarbonização no setor marítimo. O encontro reuniu as partes interessadas em reduzir as emissões de gases estufa do transporte marítimo e de combate às alterações climáticas.

Cerca de 70 participantes trouxeram discussões e alternativas para garantir que ninguém seja abandonado no processo de descarbonização marítima, assim como foi conversado quais ações são necessárias para facilitar a colaboração em toda a cadeia de abastecimento marítimo de energia.

Também foi informado no encontro a possibilidade de lançamento de um portal NextGEN no segundo semestre.

O NextGEN – onde GEN significa “navegação verde e eficiente”- é liderado pela Organização Marítima Internacional (IMO) e o governo de Cingapura. O projeto com como finalidade facilitar o compartilhamento de informações sobre várias iniciativas de descarbonização na comunidade marítima global e em toda a cadeia de valor marítima, para identificar oportunidades de colaboração e possíveis lacunas.

Tecnologia no comércio exterior

A empresa de cargas marítimas, MSC, recentemente anunciou seu sistema de blockhain. A plataforma tem como objetivo tornar o preenchimento mais rápido e reduzir a burocracia em relação ao documento “bill of lading” – documento entregue à transportadora indicando tudo que há nos contêineres.

 Por meio dele, a empresa emite um código de rastreio, no qual o cliente pode identificar onde está a sua carga.

Segundo a empresa, a solução em blockchain é mais segura, pois evita que o documento seja perdido, adulterado ou fraudado.

Você também pode ouvir esse conteúdo no Spotify:

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